sexta-feira, 7 de abril de 2017

Origens: Rika/Zeki Yato - Episódio Final

~Legends Hunter~

Metal Ops: Cores
Origens:Rika/Zeki Yato
Episódio Final
Hara-Kiri

Base Degeneração, Japão
17:19

Desesperadamente, eu e Natay corremos de volta pra base. Assim que entramos, encontramos Satoshi em seu computador.

Natay: Que bom que você já está aqui, Satoshi. Você ouviu...
Satoshi: A Sirene? Sim, todos nós ouvimos. Estou mandando um pedido de resgate pra divisão americana da Degeneração.
Natay: Onde estão os outros?
Satoshi: Recolhendo seus bens importantes. Temos que sair daqui depressa!
Zeki: O que está acontecendo?
Satoshi: Liberaram um ataque de ogivas nucleares. Em breve, não sobrará mais nada.
Zeki: Aquele filho da puta maniaco... Temos que encontrar aquele bastardo!
Satoshi: Descobriram quem é o responsável?
Zeki: Mais ou menos...
Natay: Era um dos médicos. Ele se nomeia como Loucura.
Satoshi: Hm... Eu não faço ideia de quem seja. Estão com a gravação?
Natay: Sim.

Natay pegou o DVD de sua bolsa e entregou pro Satoshi. Ele colocou em seu computador e começou a reproduzir.

Satoshi: Essa é a gravação do momento da explosão?
Natay: Sim. Havia outras, mas essa era a mais importante.

A partir do momento em que Loucura apareceu na câmera, a expressão de Satoshi era de indignação e seriedade.

Satoshi: Espera... Eu conheço ele!
Natay: O que? Como?
Satoshi: Espera, preciso confirmar.

Satoshi começou a buscar imagens em seu computador, até que achou as fotos de Loucura.

Satoshi: Exatamente. Mahud Lucos, ditador do continente asiático e da Siria. Agora conhecido como Loucura.
Natay: Ditador?! POR QUE? Por que justamente ele vai se ocupar com esse país?
Satoshi: Acho que já o irritamos o suficiente. Apesar de ser ele, ainda tem algo de errado. Ele parece mais novo e tem chifres, mas é ele com certeza.
Natay: Desgraçado. Qual deve ser a punição por matar um desses ditadores?
Satoshi: No máximo, execução. O que eles são criativos em planejamento, são péssimos em punições. Mas não vamos nos preocupar com isso agora. Quero que vocês vão pra suas casas e peguem o que puder e salve seus parentes. Depois se dirijam ao antigo prédio da O.A.H. e nos espere no topo, o resgate irá nos buscar lá.
Natay: Certo! Não demorem, ok? Vamos, Zeki.
Zeki: Estou logo atrás de você.

Nós saímos rapidamente da base e entramos no carro de Natay.

Natay: Vamos ser rápidos, vou te deixar em casa e já vou pra minha. Quando terminar de pegar suas coisas, peguei seu carro e vá pro prédio mais alto de Tokyo, não tem como errar.
Zeki: Tá... Eu tenho um carro?
Natay: ... Vamos logo.

Natay ligou seu carro e fomos até minha casa. Pude dar uma ultima olhada pra rua. As pessoas estavam agitadas, fazendo o máximo que podiam pra evacuar o país, estava um desastre.
Ao chegar em casa, Natay me deixou na porta e foi pra sua casa. Eu me aproximei da porta de entrada, mas podia ouvir várias vozes estranhas lá dentro e uma mulher gritando. 

Zeki: Mas que...

Abri a porta e fui recebido por dois soldados da DreamLand na sala, armados com metralhadoras.

Soldado: Achei o alvo, execute a mulher que eu cuido do corrompido.
Zeki: Mas que merda!

Assim que o soldado apontou sua arma pra mim, o soldado atrás dele estava apontando sua metralhadora pra Misa. Infelizmente, não podia ajuda-lá. Fechei a porta e corri pra dentro da garagem, onde encontrei o meu carro preto que Natay havia me contado. Eu poderia tentar liga-lo e fugir daqui, mas até conseguir, eu já poderia morrer antes de conseguir.
De repente, ouvi tiros e a porta batendo, eles estavam vindo atrás de mim. Eu me escondi na traseira do carro e dei uma discreta bisbilhotada. Eles estavam me procurando com raiva, muita raiva.
Assim que eu me abaixei, pude sentir algo grosso na minha coxa. Ao colocar a mão no bolso, tirei a faca que Natay havia me dado... Entrei em um conflito comigo mesmo. O tempo estava lento pra mim, não sabia o que fazer. Eles estavam se aproximando e não havia muitas escolhas. Se eu tentasse atacar, poderia falhar e morrer. Se eu ficasse esperando, iria morrer. Talvez até mataria um, mas com certeza iria morrer de um jeito ou de outro... Mas afinal, por que eu deveria me importar com isso? Eu sou um clone, apenas uma cópia miserável de alguém maravilhosa, se eu morrer, não faria falta. Basicamente tenho só dois dias de vida, então nem deveria me importar. Estou decidido e fiz o que fiz.
Assim que um dos soldados se aproximou, puxei a faca do meu bolso e perfurei sua garganta. O Outro soldado começou a atirar em mim, mas usei o corpo de seu amigo como escudo, corri até ele e joguei o corpo encima do soldado, o derrubando. Peguei sua metralhadora e gastei todo o pente em sua cabeça. Eu destruí seu rosto de buracos! É estranho a sensação de matar alguém, mas foi necessário. Hora de sair logo daqui.
Sai da garagem e voltei pra casa, mas ao ir pra sala, encontrei Misa morta, executada friamente pelos soldados. Eu não queria que ela estivesse envolvida em algo que não diz respeito a ela, isso foi minha culpa! Rika estaria decepcionada comigo, mas agora as duas estão juntas. Sinto muito, Misa.
Saindo da sala, fui direto pro quarto. Olhei pela ultima vez aquela parede roxa com poemas, a ultima coisa que iria saber sobre Rika. Olhei pelo quarto, procurando algo que eu poderia levar pra lembrar quem é minha criadora e quem eu era suposto a ser, até que achei seu diário e uma pasta de desenhos dentro de uma caixa debaixo de sua mesa do computador. Peguei o que pudia, mas quando me levantei, vi um quadro com uma foto de Rika e Natay, felizes em sua formatura. Em baixo, havia uma legenda escrito "Médicas em momentos, mas amigas para sempre". O que eu podia saber de Rika no momento é que ela era uma médica que adorava literatura e artes. Eu ia levar tudo isso comigo, assim eu iria recuperar a memória que eu deveria ter. Eu não posso ter seu corpo e nem alma, mas sua memória vai viver comigo!

Zeki: Já tenho o que preciso, hora de ir embora.

Voltei pra garagem, abri o portão e entrei no meu carro. A chave já estava pronta pra ligar, então só liguei e fui embora em direção à Tokyo.
Chegando ao tal prédio que Natay me contou, havia encontrado seu carro já estácionado lá, ela já estava me esperando. Estacionei meu carro atrás do dela, entrei no prédio e comecei a subir trinta e três andares de escadas até o topo. Quando cheguei lá, tive uma surpresa desagradável. Loucura estava lá, mantendo Natay de refém acompanhado de quatro soldados. Eu já perdi minha paciência com esse cara

Zeki: SOLTE-A AGORA, SEU ARROMBADO!
Mahud: Ora ora, a aberração voltou.
Zeki: Por que você está fazendo isso? Não existe motivos pra essa matança!
Mahud: Vocês corrompem esse mundo, impedem nosso trabalho de manter a paz com sua mentalidade diferente. Não percebe que o mundo é dos Ditadores? Vocês não são nada além de um câncer e merecem ser eliminados! Esse país está corrompido por vocês, ele será o aviso pra todos os outros que tentarem ser diferentes.
Zeki: Certo, se você quer tanto isso, vai lá, me mate logo de uma vez! Mas só peço que deixe Natay viver.
Mahud: Não irei mata-la, tenho outros planos pra ela.
Zeki: O que!?
Mahud: Mas você, você é destinado a morrer! MATE-A!

Loucura e Natay começaram a pegar fogo até desaparecerem em uma fumaça vermelha. Seus soldados apontaram suas armas pra mim, era meu fim, mas não me importo.
Até que de repente, tiros surgiram de trás de mim e mataram os soldados. Quando me virei, vi o Satoru, Satoshi, Yoko e Michiru com suas malas e armas.

Satoru: Desculpe a demora.
Yoko: Cadê a Natay?
Zeki: Loucura a Sequestrou, não sei pra onde ele à levou.
Satoshi: Droga! Ao menos o helicóptero já está chegando.

De longe, podia ver o helicóptero chegando, finalmente iria dar o fora daqui. Uns homens jogaram uma escada nós subimos um por um. Quando todos já estavam abordo, uma sirene de contagem começou a tocar, até terminar, nós já estávamos longe. Mas, quando a contagem terminou, todo o país explodiu em uma enorme fumaça verde, liberando ácido e lixo tóxico por toda a cidade e poluíndo boa parte do mar junto. Todas as vidas destruídas por causa do ódio... Aquele homem é doente!

Zeki: Ele não estava brincando...
Satoru: Milhares de vidas perdidas pra nada.
Yoko: Nós vamos fazer ele sofrer por cada uma dessas almas que ele destruiu.
Zeki: Nao... Eu vou encontra-lo e vou arrasta-lo pro inferno!

Esse homem não apenas me matou, matou pessoas inocentes, matou a família que me acolheu, sequestrou minha amiga e destruiu todo um país. Eu vou me vingar, eu vou caça-lo até o fim da minha vida, não irei deixar Rika morrer em vão, sua alma vive comigo!

Origem Terminada
Continua em: Metal Ops: Cores


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